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Nascimento de Alice, relato de parto com Hypnobirthing

Gisely fez o acompanhamento completo para se preparar para um parto domiciliar. Foi a única grávida com quem não tive uma única sessão, nem presencial, nem online. A Gisely estava a passar uma fase de trabalho muito intensa e pediu-me para prescindirmos deste apoio, o que aceitei, um pouco apreensiva. Fomos tirando dúvidas por mensagem e este é o seu relato de parto* com Hypnobirthing.

” Eu decidi procurar o Hypnobirthing na minha segunda gravidez pela história que tive na primeira. O trabalho de parto foi muito longo, domiciliar por escolha própria e eu sabia que eu precisava me munir de todas as armas para me fortalecer.

Durante o fim da gravidez o Hypnobirthing me trouxe ainda mais empoderamento e plenitude.

Aquele trabalho era meu e só meu e da minha filha, ninguém o podia fazer por mim.
Eu não tive medo algum, estava super confiante e certa das minha decisões.
Mesmo assim pratiquei os exercícios que a Maria me passou, sabendo que quando chegasse a hora mais difícil (aquela que normalmente pedimos para ir ao hospital) eu conseguisse ultrapassa-la com força e segurança.
Durante o fim da gravidez o Hypnobirthing me trouxe ainda mais empoderamento e plenitude. Eu imprimi todas as falas para repetir mentalmente, preparei o quarto, super orgulhosa de mim.


Quando senti que tinha começado o trabalho de parto mesmo, a cada contração eu me agachava, respirava calmamente e mentalizava “vai passar, eu consigo passar por isso”…
As dores desconfortáveis começaram por volta do meio dia, mas muito suportáveis.

Foi tão incrível e rápido que eu só lembro de ter sentido dor mesmo, na última hora.

Por volta das 15h e pouco fizemos o toque e advinha? 7cm de dilatação.
Fui para banheira e aí a coisa começou a apertar. A todo momento eu lembrava de respirar e sobretudo acreditar no meu corpo como guia e do meu bebé que estava chegando.
Às 16:20 A. chegou.
Foi tão incrível e rápido que eu só lembro de ter sentido dor mesmo, na última hora.
Recomendo muito o Hypnobirthing e agradeço muito a Maria e todo o apoio. Espero que outras mulheres possam ser ajudadas por ela. “


Eu é que agradeço querida Gisely!


* O relato está escrito conforme foi enviado pela mãe e retrata a sua perceção.

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Relato de parto da Emma

Relato de parto da Joana, com Hypnobirthing

Há grávidas que nos marcam e a Joana foi uma delas. Foi das mães que mais e melhor se preparou. Estava confiante, empoderada, informada e preparadíssima. Era daqueles partos que se antevia super tranquilo mas, às vezes, as aparências enganam. Foi um parto super desafiante do qual muitas mulheres, seguramente, teriam desistido. Aqui fica o relato de parto da Joana, com Hypnobirthing. Este foi um dos acompanhamentos dos quais mais me orgulho porque, mesmo com um parto que teve direito a tudo o que não queria, esta mãe nunca duvidou de que seria capaz. Aqui fica a sua visão através do seu relato de parto*.


“Ola Maria, o meu bebé já nasceu.

Mais um Hypnobaby!

Nasceu no dia 9, com recurso a Epidural, Ocitocina e Episiotomia.

Não era bem como tinha planeado mas aceitei pois foi o melhor, de acordo com o sucedido.

Os áudios foram cruciais. Bem como todas as técnicas de Hypnobirthing para todas as 55 horas de trabalho de parto, das quais 45 horas sem analgesia.

Parte do trabalho foi feito em casa, cerca de 28h, super tranquila e bem disposta.

Fiz as respirações, ouvi os áudios e foi mesmo importante a preparação que fizemos.
Após cerca de 40h, estava ainda com 5cms e, no hospital, após 12h sem grande evolução, pedi Ocitocina.

O meu plano de parto era bem diferente mas tive de agir de acordo com o que estava a acontecer.

E temos connosco um Duarte muito tranquilo que nasceu com 4,060 Kg (não estava previsto, 8 dias antes a eco previa 3,150kg, foi uma surpresa).

Muito obrigada pelo acompanhamento, foi sem duvida crucial, apesar de um trabalho de parto muito longo, nunca duvidei de que seria capaz. Acreditei sempre até ao fim. “

Nunca duvidei de que seria capaz. Acreditei sempre até ao fim.

Obrigada eu minha querida Joana, pelo seu relato de parto e pela confiança!

Por isso alerto sempre para o facto de, mesmo com um plano de parto com plano A, B e C, o parto ter os seus próprios planos. E, para saber tomar decisões, é imprescindível que esteja informada sobre todas as opções, mesmo as que não fazem parte das preferências.
Só assim poderá participar de todo o processo e fazer parte das tomadas de decisão, em consciência, e não por desconhecimento ou passividade.

E este é um bom exemplo de que é possível ter uma experiência positiva, mesmo nas condições mais adversas e desafiantes.


* O relato está escrito conforme foi enviado pela mãe e retrata a sua perceção.

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Nascimento da Bianca, relato de parto com Hypnobirthing

Aqui fica o relato de parto com Hypnobirthing da Núria, mãe de segunda viagem, que me procurou sabendo que a unidade de saúde e os profissionais que a acompanhavam poderiam não adotar as práticas mais humanizadas e atualizadas. Assim, preparou-se para saber gerir o melhor possível a situação e ter uma experiência de parto positiva, mesmo em condições que se adivinhavam altamente desafiantes. Este é o seu relato de parto* com Hypnobirthing sobre o nascimento da Bianca.

“Gostava de partilhar consigo como foi o parto: tive a sorte de ter uma enfermeira-anjo que me foi compreendendo e defendendo, até sair do seu turno.

Permitiu-me caminhar pelos corredores depois do comprimido para a dilatação, sem soro, e nessa altura, numa das minhas idas à wc, às 13h30, rebentaram-se as águas de uma forma tão tranquila e eu só dizia que estava tão feliz ?

Eu só rezava que a cesariana que ele tinha que fazer, o entretesse!


Depois a enfermeira disse que tinha que me pôr no CTG de novo mas falou em voltar a caminhar (não voltei).
Comecei a ficar com contrações, supostamente fortes e mais regulares, fiz as respirações, sem sentir dor absolutamente nenhuma!
Depois o médico veio observar e afinal a bolsa tinha rompido apenas um pouco e quis acabar de a romper (eu bem tentei que não), não foi doloroso, eram 15h15.
Eu disse que queria que se desenrolasse de forma mais natural mas ele estava com pressa e eu só rezava para que a cesariana que ele tinha que fazer, o entretivesse !

Ouvi as meditações do Hypnobirthing, respirei, rezei, ouvi outras meditações e músicas de relaxamento.

Colocaram-me a Ocitocina sem eu perceber, só percebi quando o médico veio e perguntou porque é que tinham reduzido a dose. As contrações foram ficando cada vez mais dolorosas (claro, processo artificial) e quando senti que ia ser difícil aguentar, pedi Epidural, ate lá as respirações, estavam um bocado intensas demais e a enfermeira lá me lembrava para fazer uma respiração mais suave.
Fez efeito, sentia as pernas, apesar de algum formigueiro, mas do lado direito acho que não pegou a 100% e eu sentia alguma dor.
Durante todo este tempo, tanto no CTG antes de caminhar quando depois de voltar ao CTG após as águas me terem rebentado, ouvi as meditações do Hypnobirthing, respirei, rezei, ouvi outras meditações e músicas de relaxamento.
Passado pouco tempo da Epidural, comecei a sentir um mau estar insuportável (foi a única parte que custou mais), não sabia como havia de estar, só me apetecia subir paredes, percebi que haveria de estar para breve pelas reações das enfermeiras.

E ela saiu, num momento maravilhoso, quase orgaásmico!


E assim foi, levaram-me para outra sala e o médico disse para fazer força quando viesse uma contratação. Acho que fiz força umas 6 vezes, tive que levar episiotomia (apesar de não querer, o médico disse que poderia rasgar, sendo uma bebé tão grande – 3870kg e 49cm) e ela saiu, num momento maravilhoso, quase orgásmico!
Foi maravilhoso ver a minha filha pela primeira vez e, apesar das intervenções desnecessárias, foi um parto muito tranquilo! Fiquei muito feliz, mesmo.

Apesar das intervenções desnecessárias, foi um parto muito tranquilo!


A Bianca é uma bebé super tranquila e estamos muito felizes aqui em casa.
Muito obrigada por todo o seu apoio e ajuda, foi muito importante e com toda a certeza que ajudou a ter um parto tão bom, que nunca pensei conseguir! “


Obrigada querida Núria, dentro das limitações existentes, fico feliz que tenha conseguido evitar tantas outras situações que tínhamos previsto e tido a melhor experiência possível. Lamento que nesse hospital ainda existam profissionais que adotem este tipo de práticas e sejam tão pouco humanos. Lá chegaremos!


* O relato está escrito conforme foi enviado pela mãe e retrata a sua perceção.

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Relato de parto da Madalena, com Hypnobirthing

A Madalena já começou o programa Intensivo mais tarde que o habitual. Mesmo assim, aproveitou o tempo para se preparar o melhor possível. O Francisco resolveu assumir a posição pélvica e ela “trabalhou” muito com ele para que voltasse à posição mais usual de nascimento. Internada para realizar a Cesariana, verificou que já estava de novo posicionado para o parto vaginal e voltou para casa. Foram vários desafios, em plena pandemia e este é o seu relato de parto* com Hypnobirthing.


“Iniciei o hypnobirthing às 36 semanas e logo no primeiro dia que pus em prática os áudios, passei a dormir a noite toda.
Para além disso, e de me proporcionar uma tranquilidade durante a gravidez, às 39 semanas através de visualizações, consegui que o meu filho, que entretanto se tinha sentado novamente, desse a volta e se posicionasse para ter um parto normal, mesmo tendo já cerca de 3,5kg.

Quando cheguei ao hospital para fazer a cesariana tive essa incrível surpresa de que ele tinha dado a volta e ao fim de uma semana ele escolheu nascer.


Quando cheguei ao hospital para fazer a cesariana tive essa incrível surpresa de que ele tinha dado a volta e ao fim de uma semana ele escolheu nascer.
Durante o trabalho de parto estava sozinha num quarto com a máscara e os áudios e a voz da Maria foram a minha companhia. A Maria tem uma voz muito tranquila e que dá muita confiança. Os áudios que mais ouvi foram o lugar seguro, 1,2,3 relaxa e as ondas de amor.
Gostei do empoderamento, do esclarecimento do que é um parto natural e respeitado. Gostei de ter o apoio da Maria que foi muito querida e esteve sempre disponível.
A técnica em si permite ter um parto mais célere e com menor dor. Quando cheguei ao hospital tinha 5 dedos de dilatação e tinha umas dores muito suportáveis.

Tive o meu filho de forma natural às 40s+4d, sem ajudas, sem induções, sem episiotomia, de forma muito tranquila e confiante.


Sem dúvida recomendo o Hypnobirthing para quem está grávida e pensa em ter um parto normal. Seja primeiro filho ou não. Eu tive um segundo filho e ajudou-me imenso a eliminar medos de parto normal e tudo correu lindamente.
Tive o meu filho de forma natural às 40s+4d, sem ajudas, sem induções, sem episiotomia, de forma muito tranquila e confiante.
O Francisco é menino muito tranquilo. Tão tranquilo que às vezes estranho se é normal.
Será do hypnobirthing? Não sei mas fica aqui a nota.
Muito obrigada, a Maria é uma pessoa que nunca vou esquecer na minha vida.
Um beijinho grande e continue a fazer esse trabalho maravilhoso.”


Obrigada pela confiança, querida Madalena, foi um desafio daqueles!


* O relato está escrito conforme foi enviado pela mãe e retrata a sua perceção.

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Relato de parto da Helena
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Nascimento do Vicente, relato de parto com Hypnobirthing

A Inês procurou-me com a esperança de conseguir ter um parto vaginal, mas com bastante receio, pois tinha uma fissura que a levava a equacionar se esta seria a melhor opção. Aconselhou-se com profissionais competentes. Preparou-se a todos os níveis (poucas mães se prepararam tão intensamente quanto ela) e fez as suas escolhas, baseadas na evidência e seguindo os seus instintos. Este é o seu relato de parto* com Hypnobirthing.


Afirmações positivas da Inês
Afirmações positivas que a Inês levou para o parto

“No sábado, dia 27 à noite já sentia umas ondas potentes, embora só com ligeira dor. A noite passou e domingo, logo de manhã, eu sentia que tinha começado a nossa festa!
Tive comigo a minha melhor amiga desde as 11h30, já que o L. estava a trabalhar. Ela trouxe comidinha boa, fomos passear, aproveitar o sol que pedia mesmo esse passeio.

Com isto, as ondas foram aumentando, embora irregulares, com alguma dor associada. Aí eu já estava quase certa de que não se tratava de fase prodromal, como tinha acontecido nos últimos dias, mas o início efetivo do trabalho de parto.

Pelas 17h as ondas foram ficando mais intensas, então deitei-me a descansar. Aí, a respiração ascendente, que já normalmente relaxava, foi fundamental para gerir as ondas e conseguir descansar entre elas.
Entretanto, o L. chegou, já estava a ter ondas regulares de 10 em 10 minutos, pelas 17h30. Tomei banho, vesti-me, e senti que tudo estava a evoluir muito rapidamente. Eram 18h30 e já estava a ter ondas de 5 em 5 minutos, então, ligámos para o hospital XXXX *e disseram que seria bom sairmos logo que possível, tal como eu desconfiava.

Ao contrário do que imaginava, quis ir em silêncio, sem música a tocar, mas já ia naquele transe bom do trabalho de parto.


Pelas 19h30 estávamos a sair de casa, ainda para levar o nosso cão ao hotel. O que eu temia que pudesse acontecer, que era estagnar o TP, não aconteceu! Ao contrário do que imaginava, quis ir em silêncio, sem música a tocar, mas já ia naquele transe bom do trabalho de parto.
Cantámos algumas músicas e foi muito mágico. Aí já estava a vocalizar imenso, a chamar as ondas, a sentir que estavam cada vez mais poderosas, sempre num registo de entrega que até me arrepiava.


Ao chegar ao hospital, pelas 21h, entrámos na zona de consultas, sem saber que tínhamos de ir pela urgência. Demos a volta ao edifício, entrei nas urgências, o L ficou a fazer o registo e a aguardar teste de Covid. Quando subi, fui fazer o exame CTG, e tive a consulta com os médicos. Foi aí que percebi o quão atípico estava a ser aquele dia, no Hospital. Estavam tantas mulheres a entrar em trabalho de parto, que eles nem conseguiam fazer os registos e estavam a ter dificuldade em fazer corresponder os maridos às parturientes.


Ao médico que me fez o toque, pedi que não me dissesse quanta tinha de dilatação. A médica foi desagradável, brusca, nem me emprestou a caneta para assinar o consentimento informado. No entanto, e isto é uma das coisas que devo ao Hipnoparto e ao nosso treinamento, consegui não me deixar afetar por isso, mantive a minha paz, o meu controlo sobre a situação, ir ao meu lugar seguro no meio do caos que estava o serviço naquele dia!

Expliquei a minha fístula, ao que ela me responde “é por isso que está aqui connosco? Muito respeito por isso, pela escolha de vir para cá por esse períneo. Vou passar a mensagem.”


Depois, estive com a enfermeira parteira, já me senti bem mais acolhida, já estava com ondas de 3 em 3 min, cada vez mais intensas, ela respeitou sempre o tempo que eu precisava.
Falei-lhe quando pude, expliquei a minha fístula, ao que ela me responde “é por isso que está aqui connosco? Muito respeito por isso, pela escolha de vir para cá por esse períneo. Vou passar a mensagem.”
Ouvir aquilo foi um bálsamo.
Daí, segui-a para fazer o teste de Covid, e foi quando ela me informou que, dada a grande afluência naquela noite, não tinham bloco de partos privativo para nós, pelo menos para já.

Tive que decidir se seriamos transferidos, ou se esperava que vagasse. Optei imediatamente por ficar, sabia que ia conseguir gerir a situação mesmo com todos estes imprevistos! Então, daí fui para uma enfermaria com 4 camas, já 3 estavam ocupadas, e só aí é que o L. veio ter comigo. (num dia normal, após a confirmação do TP ativo, iríamos diretamente para um bloco privativo e lá faríamos o teste de covid e aguardar o resultado)

Tive que decidir se seriamos transferidos, ou se esperava que vagasse.

Nesta enfermaria, o espaço era exíguo. Era o espaço para a cama, mesa de cabeceira e pouco mais. Mesmo assim, fechámos as cortinas, pedi ao luis para pôr tudo (as luzes, as afirmações, as fotos, o creme-aroma, aquecer o saco de arroz para a lombar e usei os tampões para os ouvidos, que ajudaram bastante a sentir-me isolada, pelo menos durante algum tempo). Usei o chuveiro, durante algum tempo, mas também não queria tirar a vez a outras mulheres que pudessem precisar. Então, para perceber se havia evolução, pedi para me fazerem o toque e aí já quis saber quanto tinha, que era 5cm. Decidi esperar mais um pouco, ir à bola de pilates (para a qual quase não havia espaço) mas estava a sentir-me condicionada por estar com mais pessoas.
Pedi novo toque, cerca de 2h depois, e a dilatação estava igual, 5cm. Então não esperei mais, pedi epidural, pois as dores estavam muito intensas e nem sequer estavam a ter resultado. Foi a melhor decisão que tomei, dada a situação. Falta de privacidade, de espaço para movimentar, não saber quanto tempo ia demorar até termos o nosso bloco, tudo isso, fez “parar” a dilatação, mesmo com ondas fortes. De facto a epidural moderna é completamente diferente da que tive com a Leonor. Sentia tudo à mesma, mas pude relaxar e descansar.

Sentia tudo à mesma, mas pude relaxar e descansar.


Nisto, eram cerca das 2h da manhã quando nos dizem que já têm bloco privativo para nós! Fomos para lá, e a partir daí a dilatação voltou a acontecer (viva a privacidade!)! Movimentei-me, dançámos, cantámos! o Luís também tinha conseguido descansar, durante a minha epidural, o que foi fundamental para a fase final do TP. O saco de águas só rebentou aí, já aos 7cm de dilatação! Pouco depois já senti vontade de fazer força e senti o sacro a ser empurrado.
Chamei a Enfermeira, pedi o toque, e ela confirmou que já tinha dilatação completa! A partir daí, julgo que foram cerca de 3h até o V. nascer, no banco de parto e com muito movimento, verticalidade, amor, massagens e pressão nas costas feitas pelo L! Ele e as enfermeiras sempre a incentivar-me, eu a achar que não estava a resultar e não ia conseguir, e eles sempre a dar-me força! Puseram um espelho, para vermos o decorrer do parto, pude ver e sentir com as mãos, sentir os tecidos todos molezinhos e relaxados (bendita relaxina)!
Não havia sinais da fístula, era como se não estivesse lá nada! Isso fez-me, mais que nunca acreditar que o meu instinto sempre esteve certo! Mesmo indo contra algumas opiniões, estava a ter o meu Parto-Cura! Estava a acontecer! Pouco depois o Vicente estava a coroar eu já o conseguia ver e tocar!

Mesmo indo contra algumas opiniões, estava a ter o meu Parto-Cura!


Eram 6h02 da manhã de dia 29 de março, quando com um derradeiro puxo e a minha ajuda com a mão, o V nasceu, quase sem lacerar a Mãe, quase todo de uma vez e eu o trouxe para o meu peito! Foi, sem sombra de dúvidas, o momento mais intenso, transformador, revelador da própria sabedoria do meu corpo, da qual duvidei durante tanto tempo! Foi como um renascer. Foi um perceber com propriedade que temos tudo em nós para fazer os nossos partos, e que quem nos lacera (e dilacera) é o próprio sistema que impõe tempos, substâncias e intervenções rotineiras quase sempre desnecessárias.
Durante todo o processo e os seus imprevistos, estiveram sempre presentes as afirmações, a respiração, as visualizações e o efeito calmante do toque e voz do L, bem como a potência do seu incentivo na fase final, que me fizeram sentir uma deusa!

As afirmações, a respiração, as visualizações e o efeito calmante do toque e voz do L, bem como a potência do seu incentivo na fase final, que me fizeram sentir uma deusa!


Tanta coisa podia ter feito desviar o TP, fazer-me sentir desesperada, mas isso não aconteceu! Foi fundamental aquilo que nos ensinou, o seu incentivo e a construção desta nossa confiança! Foi fundamental termos escolhido aquela Casa, aquelas pessoas para nos acolherem e deixámos isso bem patente!
Já no final do internamento, antes de termos alta, perguntei com quantos cm de dilatação cheguei, e eram 5 na altura da admissão. Isto fez-me perceber ainda mais a importância da privacidade! Se tivéssemos ficado em casa mais tempo, o V teria nascido cá ou no carro!

Se tivéssemos ficado em casa mais tempo, o V teria nascido cá ou no carro!


Este pós-parto está a ser divino, reflexo da experiência tão positiva que foi o parto. E quando assomam alguns pensamentos menos bons, sei como os tratar e como os fazer desaparecer, com calma, serenidade e atenção plena!
Bem dizia a Maria, o que aprendemos tem ajudado mesmo depois do parto e também isso é de louvar!


Não sei como agradecer mais. Recomendo o seu acompanhamento a todas as grávidas que conheço! Todas as famílias merecem ter uma experiência positiva e empoderada como a que nós estamos a ter.”


É verdade, todas as família merecem ter uma boa experiência!
Obrigada querida Inês, foi um desafio e um verdadeiro gosto acompanhá-los!


* O relato está escrito conforme foi enviado pela mãe e retrata a sua perceção.

Mais testemunhos de mães Hypnobirthing
Relato de parto da Helena
Relato de parto do Simão
Relato de parto da Emma